segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Só(s)

(necessaria a leitura de cada palavra, pausadamente)

Olhei para o céu e avistei uma estrela, uma única estrela. Naquele momento tudo se tornou tão simples, tão sereno... Viver não doía tanto. Foi a segunda vez que olhei para o céu hoje e foi a segunda vez que eu me surpreendi. Talvez um susto, um choque - de realidade e fantasias, de tudo aquilo que eu ainda não consigo entender (sem cobranças). Gostaria de poder compartilhar o sentimento que tomou conta de mim ao ver aquela única estrela a brilhar solitária lá no alto... Não consigo explicar, acho que foi um pouco de paz, mas uma paz diferente dessa sobre a qual a gente tanto ouve falar - era tão pura que até parecia de verdade (e não era?) - foi algo que eu nunca tinha experimentado antes. É estranho... Senti aquela estrela - solitária e plena de sua existência - a brilhar lá no fundo do meu pequeno e abandonado coração. E veja só, para minha surpresa, por alguns minutos, lembrei-me de portar um coração - órgão, simbólico - pulsando, vivendo. Batendo... Batendo - em mim. Tão solitário quanto aquela estrela lá no céu - distante de tudo e de todos e também a pulsar, tão mais próxima do que eu poderia estar - de mim mesma. Não sei se consigo fazer algum sentido, mas isso já não importa. Suspirei, fechei meus olhos, algumas poucas lágrimas tentaram fugir e, com meus olhos ardendo, olhei de novo para o céu... Vi teus olhos clamando pelos meus, suplicando para que um dia a gente possa se encontrar de novo...

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