segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Por um momento... – 17/10/2011

“Não ligue pra essas caras tristes, fingindo que a gente não existe... Sentadas são tão engraçadas...”.
Por um momento quase pudemos ser. O que aconteceu? Não sei. Gosto do jeito bobo como nós nos olhamos. Tudo como se fosse à primeira vez. Compartilhamos um pouquinho de nós, de nossas coisas. Permitimos-nos – um ao outro – ver, sem pudores e sem maiores intenções (que não as de ter uma ao outro).
A gente quase foi, como muita gente por ai. Sendo assim a gente quase estragou tudo, mas a gente conseguiu. Não nos igualamos a “estas caras tristes”, caras feias, tão feias e tão iguais. Hoje acho que somos mais, pra mim você é mais. E eu não me importo muito com a forma disso que temos e nem com um termo onde encaixar “isso”. Gosto do desconforto alheio de não poderem entender. Não conseguem, são iguais demais. É tão difícil assim? Pelo visto é. As pessoas não sabem interpretar, justo pelo fato mesmo de querer interpretar. E como interpretam mal, céus! Estão muito mal acostumadas. Desaprenderam a assimilar carinho, pelo simples ato. Mas, nem por isso, vou deixar de ser como sou.
Acostume-se...


A.C.R.

T.

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