quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Vazios, necessários

Sabe aquela frasezinha clichê “eu queria sumir e fugir de tudo”, ela nunca fez tanto sentido quanto agora. Cara, eu não agüento mais, é isso mesmo eu não agüento mais e eu não sei o que eu quero; e também não me quero sentir obrigado a decidir por nada agora. Porque é tão difícil assim de entender?! Quanta gente envolta, urubus... O outro é sempre carniça para todos eles, é sempre mais fácil sobrevoar, culpar, se vitimizar... Não vou me render a estes outros, e muito menos a mim mesmo. Vou desligar o celular, vou pegar minha bicicleta e pedalar até eu não ter mais forças pra voltar, independente de para onde eu estiver indo, pois o lugar pouco importa. E eu vou sozinho, sem nada. Só a carniça. Isso não me tranqüiliza e nem resolve nada, eu sei. Só quero... E eu tenho possibilidades de fazer isso. Só eu e esse espaço vazio que conheço tão bem. Entender meu espaço vazio foi um erro?! Afirmo e me pergunto ao mesmo tempo, pois eu também não sei e não sei mesmo. Alias, eu não sei um milhão de coisas. E algumas que eu sei, gostaria de não saber, se desse queria até esquecer, mas tem coisas que ficam tão gravadas na gente... E olha que o esforço para esquecer e não ter que lidar com elas é grande; é todo um movimento contra que acaba trazendo essas coisas cada vez mais perto. Cadê minha bicicleta, enferrujada, corroída pelo tempo e pelo mau uso? Ok, tudo bem, eu vou a pé. Vou caminhar e só o que eu quero nesse momento é estar distante de tudo e de todos... O mais clichê que isso possa parecer. To aqui chorando e pensando em quantas vezes tudo isso me acometeu, não tenho mais disposição pra essa merda toda. Que saco, viu?! E eu nem consigo largar esse caneta e nem tirar os olhos desse papel... Não, não é pra entender. Eu quero você e você sabe disso...

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