quarta-feira, 16 de novembro de 2011

E aí eu decidi arriscar!


Eu decidi arriscar. Decidi começar a falar, por mais que saiba dos riscos que esta minha atitude iriam representar; mas já era hora, já era tarde. Era o tempo de eu começar a me arriscar mais. É um risco tremendo escrever e as coisas ditas nunca são lidas como deveriam ser, mas ainda sim teimamos em escrevê-las na vã tentativa de que, um dia, elas encontrem um sentido semelhante ao qual lhes fora dado no momento de sua criação. Ah, escrever... Que angustia essa a minha. Mas sobre o que queria eu escrever? Tic Tac na cabeça, batidas pesadas no coração, eu ouvindo minha respiração e um grande vazio como tema; de resto só a imensa vontade de escrever. Sou livre, pensei. Escreverei sobre o que eu bem entender ou sobre o que eu não entendo e principalmente sobre o que eu não entendo. Nem sei se vou querer compartilhar isso com alguém, quero ao menos escrever, saber que isso é meu. Tendo lógica ou não. E blá blá blá um parágrafo inteiro sem dizer absolutamente nada demais. E agora? A agora eu sento e tento pensar no próximo parágrafo... ou faço o seguinte (...)
Não, eu não sei arriscar. Tenho um medo aterrador de me arriscar. Implica em: possibilidades de perna. E eu não sei perder, principalmente pessoas. Como é difícil perder pessoas. Alguns nem tanto, você deve estar pensando, e eu concordo com você. Mas visto este tipo de pensamento, se essa pessoa não te agradou, seria ela uma perda? Então, não... essa você não perdeu (só o seu tempo, quem sabe. E como nós perdemos tempo com pessoas “erradas”), você ganhou. Ganhou espaço para outras pessoas, aproveite!
Agora que meu barco esta afundando e eu já não vejo mais o horizonte a minha frente, agora que eu só consigo olhar pra cima e nem as estrelas estão lá para me fazer companhia, agora que nada faz sentido eu te digo: perdi-me de vez! Você surge cheio de si para me dar a mão. Cara, eu juro que não consigo entender porque que eu cedo tão facilmente a esta mão estendida. Eu sei que vai dar um ou dois dias e... tchau mãozinha. Ok, eu posso estar fazendo um pouquinho de drama, mas olha aqui o meu barco, tá vendo? Nunca vi tanto reparo na vida, não sei como ele ainda consegue navegar. Olha, eu vou fazer o seguinte (...)
Fui. Cansei. Tá tudo muito mais aqui dentro da minha cabeça do que no papel e isso não é justo, nem com você que está lendo e nem comigo e com os meus pensamentos, que são muito maiores aqui do que numa folha qualquer... entrando por uma retina qualquer por ai. Ui, isso não. Vai que ele lê, o que ele vai pensar? Aprende menina, aprende a dizer: FODA-SE. E deixa que o barco dele afunde. Se preocupa com você, o teu barco também pode afundar a qualquer momento. Aprende a nadar, mas se você for nadando até ele, ai o que eu posso dizer? Como eu sou metida, é isso que eu vou dizer. Porque o barco é teu, o fôlego é teu, esse amor é teu... Você faz o que você quiser. Faça! Só não faça sentido, não seja igual. E eu discordando ou não, vou estar do outro lado aplaudindo qualquer atitude tua, porque pelo menos você teve coragem de agir. Você teve coragem de arriscar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário