terça-feira, 29 de março de 2011

O amor pela verdade...

O amor pela verdade, que nos há de arrastar ainda para muitas aventuras, essa célebre veracidade de que todos os filósofos sempre falaram até agora com veneração, quantos problemas nos tem apresentado! E problemas singulares, graves, ambíguos! Trata-se de uma longa história e,no entanto, parece que acaba de acontecer. O que haveria de espantoso, se nos tornássemos agitados,desconfiados e impacientes? Não é estranho que essa esfinge nos tenha ensinado fazer uma série de perguntas? Quem, afinal, vem aqui nos interrogar? Que parte de nós tende "para a verdade"? Detivemo-nos por muito tempo questionando a origem dessa vontade, até que ficamos em suspenso diante de outro questionamento ainda mais fundamental. Foi quando nos interrogamos sobre o valor dessa vontade. Admitindo que desejamos a verdade, por que não haveríamos de preferir a não-verdade? E a incerteza? E até mesmo a ignorância? Foi o problema do valor do verdadeiro valor que se apresentou a nós ou fomos nós que o procuramos? Quem é Édipo aqui? Quem é Esfinge? Estamos em uma encruzilhada de perguntas e pontos de interrogação. E nos parece que os problemas nunca nos foram apresentados, e que fomos os primeiros a percebê-los, e que nos atrevemos a enfrentá-los, já que implicam riscos, e dos maiores.

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